Home Data de criação : 07/07/12 Última atualização : 11/10/17 17:31 / 73 Artigos publicados

Último registro. ( Abraço à todos que de certa forma conheci)  (insights,textos pessoais) escrito em domingo 06 abril 2008 03:04

Blog de refugionaspalavras :Refugiando às palavras, Último registro. ( Abraço à todos que de certa forma conheci)

    Após muito tempo me readaptando ao velho ambiente com a nova visão sobre o mesmo, me vi desejando novamente os antigos prazeres e vícios e hábitos que esse corpo já experimentara há tempos. Vi meus sonhos mudarem novamente, algo realmente surpreendente poder escrever o sonho de tempos atrás em um ambiente urbano, viver em outro em meio à natureza  e  relatar os novos e intrigantes  sonhos que se passaram por  lá, e voltar à cidade grande e simplesmente se deparar que os sonhos voltaram a serem iguais aos antigos, a partir do momento que os velhos hábitos,vicios,prazeres voltaram a fazer parte do dia-a-dia. E o triste é ver que nesse antigo ambiente raramente tenho contato com sonhos de conteudo profundo como tive em meio à natureza.

 

    O ser humano consegue se adaptar bem ao ambiente em prol à sua sobrevivência, mas isso as vezes não é nada favorável ao seu estado espiritual e inconsciente. Nessa readaptação que estou tendo num ambiente de cidade urbana, venho notando que o exercicio de meditação (vipassana - de olhos fechados) está ficando cada vez mais mais dificil. Isso porque, além da rotina insistir em  me pegar novamente, a internet vem me provando ser uma "ferramenta do demônio" com o fim de "ocupar" as mentes das pessoas com um bombardeio de informações, entertenimento e infinitos assuntos para uma vida inteira . Sem contar com a ironia de ver uma ferramenta de meio de comunicação tornar as pessoas  mais solitárias ( bom seria se ao menos essa solidão fosse aproveitada para evolução espiritual).

Já não assisto mais telejornais  ou leio periódicos para não ocupar espaço em minha mente com assuntos que não tem nada haver com  o propósito do caminho zen, mas essa doença moderna que é o vicio em internet etá  me obstruindo o contato com meu próprio ser . Ultimamente fecho os olhos à meditar e observo que a rapidez que os pensamentos vem ,estão cada vez mais intensos dificultado o não pensar, ou ao menos iobservar os intervalos de um pensamento para o outro.

    A convivencia com as pessoas no dia-a-dia já se tornou simples em todos os aspectos, já que a meditação me revelou os segredos deste mahalila,  que certa vez tentei buscar na psicologia e não tive êxito. O que de fato vem destruindo, não só a mim mas muitos que conheço, é essa tal de internet ...

    Não é raro visitar um conhecido e rapidamente ter que ser levado à frente de seu computador ao invés de uma simples recepção à moda antiga: algo para beber, um lugar para sentar e conversar.Qual a gravidade disso? Além dos  muitos , existe uma sobrecarga de exercicio mental além do comum, pior para os que não se exercitam, pois não conseguem liberar endorfina para relaxar ao menos um pouco a atividade cérebral e nem mesmo gastar energia física  para poder renová-la. Com energia física estagnada e a mente super ativada, vem à tona problemas como  a insônia, algo que eu havia me libertado quando não estava em contato com pc.

    E pra onde vai tudo que se passa durante o dia? Para o inconsciente, poluíndo os sonhos  e privando de um contato revelador com nosso íntimo. Portanto creio que este post será o último que escreverei, não foi nada bonito ou inspirador para vcs mas, espero que tenha ao menos um conteúdo a se refletir. Aprendi que posso viver sem computador,televisão e periódicos... uma leitura saudável, um bom livro , uma simples conversa ainda  dispensa  tais coisas que parecem ser insubistituíveis para alguns nos dias de hoje.

 

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Mais palavras...  (insights,textos pessoais) escrito em terça 12 fevereiro 2008 23:19

Blog de refugionaspalavras :Refugiando às palavras, Mais palavras...

    Imagine você estando em um corpo que não é seu, usando uma mente que não é sua. E este corpo move-se sem sua vontade algumas vezes, e essa mente pensa em coisas absurdas, algumas que dariam vergonha de contar a alguém. Então você tenta pedir ajuda às pessoas e elas dizem que não existe tal coisa, como pode estar vivendo no corpo de outra pessoa? E na oportuna ocasião dão conselhos para parar de imaginar coisas que a vida é pé no chão...então passa-se alguns minutos e estas mesmas pessoas caem em "felicidade" só de imaginar o que fariam se tivessem  muito dinheiro, depois se tivessem um amor na vida e por ai vão.

    Então você percebe que estão na mesma situação, mas não querem admitir. Ao invés disso preferem achar que são donos desse corpo que estão, da razão, dos desejos, enfim, da própria vida. E a convicção é tamanha que não sobra espaço para ouvirem "seus" pensamentos, ou melhor, observá-los de longe.

 

    O problema real portanto não é resolvido, enquanto não responderem a questão "quem sou eu" ainda permanecerá uma vida onde não existe o fazedor, o desejador, o pensador, o religioso,( mas ninguém entende e querem achar que existe o fazedor) fazendo surgir aquela busca eterna e piega de se completarem com o parceiro amoroso, com os fiéis amigos ou laços familiares, dinheiro, fama, carreira profissional, intelecto, beleza física, poder sucesso...

Traçam o caminho de suas buscas, dedicam suas vidas nele e, no ápice do caminho, olham para trás e sentem-se vazios... e não podem voltar atrás pois acumulou-se responsabilidades sociais além do controle. Assim a escravidão é percebida, juntamente com o vazio interior experimentado.

 

E depois elas dizem que são donas de si mesmas. E louco é você quem pensa estar vivendo em um corpo emprestado achando o sonho do sono ser mais real que esse desdobramento da realidade onde todos pensam ser importantes, sendo que nem sabe quem são.

 

Alguém então vem e diz que a verdade não está coberta por um véu, e sim cada um de nós temos nossos respectivos véus, cada um com suas particularidades. E esse mesmo alguém dá sua vida como exemplo e mostra o caminho para se desvelarem, mas poucos seguem em frente.

A conveniência da convicção vem junto  com a falsa sensação de "segurança à integridade pessoal" ( segurança ao falso eu). Elas já caminharam muito e, voltar os passos é o mesmo que desperdiçar o suor da conquista de suas realizações INTRÍNSECAS SOCIAIS. É o mesmo que sentir a desesperada fome de se alimentar com a presença de outra pessoa, para que esta lembre-a e carregue-a consigo em sua vida.

 

Assim a escravidão é mais uma vez justificada. E assim tocam suas vidas sem suportarem ficar na presença a sós consigo mesmas. Enganando elas mesmas, viciadas em não se conscientizarem de seus vazios-interiores. Se estão vazios por dentro, o que estão buscando nos outros? E o que teêm a doar? Amor? Ou problemas que nem elas mesmas sabem lidar? Se a companhia a sós consigo mesma não é agradável, se a solidão não se tornou solitude, por que o outro deve então conviver com a companhia dessa pessoa? 

A revolução é interior, religião é você e Deus, ninguém mais é responsável pela sua existência,nem Papas, nem bispos, nem padres,nem pastores,  nem gurus, nem mahatmas, nem dalais, nem esta falsa pessoa que acabou de escrever este texto.

 

Sim podem seguir suas vidas normalmente, reclamem, clamem pelo prazer, felicidade,dê ao próximo um pouco de felicidade e trocas, amem as pessoas da sua forma, mas lembre-se : você não é isto nem aquilo, você É. Enquanto houver essa sensação de que essa coisa que esta lendo esse texto existe, então não há lugar para humildade, fraternidade e amor incondicional, enquanto houver um fazedor, haverá um cobrador. Viver em constante vigília é viver sem condicionamentos mentais e sociais. É viver sempre observando os sentimentos, os pensamentos, a simbologia dos sonhos, o únco pecado que existe é viver inconsciente de suas ações.

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O portal do céu e do inferno  (contos orientais) escrito em segunda 11 fevereiro 2008 23:11



"Um guerreiro samurai cansado da vida resolveu procurar um monge que lhe mostrasse o portal do céu e do inferno. Ao encontrá-lo pede-o para que ensinasse o caminho para ambos. O monge sabendo que samurais só conhecem uma linguagem: matar ou morrer, desafia-o: "Você diz ser um samurai mas me parece um mendigo sem honra. Largue esta espada pois você não tem honra suficiente para carregá-la" . O samurai, com sua honra ferida, desbainha sua katana para desferir um golpe fatal . Neste momento  o monge diz: "Este é o portal do inferno" ...o guerreiro congela sua ação e entende a mensagem e guarda sua espada. Ao guardá-la o monge conclui: "E este é o portal do céu. Ambos sempre estiveram dentro de nós."

 

Música: Guru Bramha - Jai Uttal. 

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Voz interior  (Poesias) escrito em sexta 08 fevereiro 2008 13:40


Experiencie a voz de seu coração.
Ao redor o diálogo parece tão óbvio.
A tempestade lhe presenteia a sensação.
Sinta-a como esperando passar o ódio

Tem dois olhos para viver e contemplar.
 Com eles fechados, podem realmente observar.
Tem dois ouvidos para ouvir e entender.
Com o silêncio interior,ouça o coração, o saber.

Cale. Não tente cantar para o Sol como os pássaros.
Esteja espontâneo em seus sentimentos, cante sua canção.
E de longe ecoará para os cárceres da cultivada prisão.

Se a destruição bater-lhe a porta, sorria.
Use-a e destrua suas máscaras e traumas.
E logo enxergará melhor com sua alma.
E logo conversará como frases de uma poesia.

Lembre-se daquela árvore que deu seu tronco.
Lembre-se do templo que abriga seu ser.
O corpo não foi feito para sustentar a vaidade.
Seus galhos foram feitos para estender-se.
Aos céus, à verdadeira liberdade.
à eterna,imutável e real felicidade.
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Vaidade  (contos orientais) escrito em sexta 08 fevereiro 2008 09:24


"Conta-se que havia uma mestra zen muito linda em um templo. Sua beleza, copiosamente de uma Apsara ,confundiu um de seus discípulos mais próximo e estava-o atrapalhando em sua jornada. A mestra então disse a ele para que se ausentasse durante 1 mês que então voltasse e lhe mostraria toda a razão de sua paixão. Durante esses dias a mestra entrou em profunda meditação e jejum até que ele voltasse. Ao voltar o discípulo pergunta à uma mulher de aparência velha e esquelética se conhecia a mestra do templo, e ela diz: "Sim, sou eu.Seja bem-vindo novamente". Vendo  o discípulo quase chorando de tristeza ela retoma: "Creio que agora podemos voltar à meditar juntos".
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